Um time de pesquisadores Húngaros estão estudando a habilidade singular do DMT de proteger células cerebrais em situações de grande stress, assim como durante morte clínica.

Dimetiltriptamina, ou DMT, é um dos maiores enigmas da humanidade.

Uma vez fumado, o DMT provoca situações de experiências fora do corpo tão extraordinárias que muitos não são os mesmos depois da experiência. Visões inimagináveis de complexos padrões geométricos, contato com seres de outras dimensões e morte de ego são algumas das facetas mais  descritas em experiências com DMT.

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Mas além  destas fantásticas visões, existem muito mais questões urgentes sobre DMT, ou a “molécula do espírito”, do que as comumente referidas.

O DMT é bastante abundante na natureza. Ele é potencialmente encontrado em todas as coisas vivas, uma teoria que ganhou crédito após a sua descoberta na glândula pineal de ratos.

Isto acontecendo naturalmente, a abundância endógena de DMT é de fato espantosa para muitos. Quero dizer, pense só – o mais forte psicodélico conhecido pelo homem é produzido dentro dos corpos de todas os seres vivos. Qual o propósito disso?

Mas talvez, ainda mais fascinante, é exatamente como e quando nosso corpo libera e usa DMT.

Dr. Rick Strassman, o cientista conhecido por sua pioneira pesquisa sobre as propriedades místicas e psicológicas da experiência do DMT, propôs que o DMT é liberado durante situações de altíssimo stress, como experiências de quase morte ou durante o nascimento.

Por que nosso corpo libera um potente psicodélico durante esses tipos de eventos? Como compreender esses processos endógenos nos ajudaria em nossa busca por conhecimento?

Essas questões ainda são muito desconhecidas, mas muitos cientistas e pesquisadores continuam famintos para desvendá-las.

DMT & Suas Propriedades Protetoras

Atualmente, um time de pesquisadores da Hungria estão olhando para a singular propriedade protetiva do DMT, particularmente durante o perplexo  período conhecido como morte clínica.

Durante estes urgentes cinco minutos, nossa consciência está ‘travada’ num local entre a vida e a morte. No entanto, a morte clínica nunca é final. Na verdade, é normalmente reversível graças ao RCP (Ressuscitação Cardio Pulmonar), que oferecem aos pacientes uma “chance de voltar”.

No entanto, quando os críticos 5 minutos passam e a pessoa ainda não foi ressuscitada, segundo por segundo o paciente perde exponencialmente a chance de se recuperar, ou no mínimo, se recuperam para um vida digna de ser vivida.

Isto se dá porque o stress oxidativo, o inimigo da ressuscitação, causa uma rápida morte de importantes células no corpo, como células cerebrais.

Por esta razão, mesmo alguns poucos segundos conquistados pelo médico podem ser a diferença entre a vida e a morte para um paciente.

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Notavelmente, DMT pode ser a resposta.

Dr. Ede Frecska, autor do livro Inner Paths To Outer Space, junto com seu colega Dr. Attila Szabo, são os dois pesquisadores principais responsáveis pelo estudo que olha para o DMT e sua habilidade de proteger células em situações de grande stress.

“Nossas promissoras descobertas nos deram razões suficientes para acreditar que o período de tempo da morte clínica pode ser aumentado com a ajuda do DMT,” o time declarou num vídeo postado em sua página IndieGogo. “Apenas imagine quantas vidas poderiam ser salvas por alguns minutos extras?”.

Dr. Frecska e o Dr. Szabo propõe que o DMT na verdade serve uma função somato-fisiológica* no corpo, ao invés de apenas o efeito psicotomimético (psicodélico) que a maioria está ciente.

Em seu artigo publicado no jornal Translational Neuroscience,  Dr. Frecska e Dr. Szabo detalham evidências que apontam para como, por quê e quando o DMT pode ser um salvador de vidas.

Passe Livre do DMT

Estranhamento, o DMT entra o cérebro de forma altamente facilitada, passando por três barreira com a ajuda de mecanismos ativos de transporte, sugerindo “urgência” vital. Apenas substâncias vitais têm esse privilégio, como a glucose e amino ácidos. Uma vez que o DMT está no sangue, ele é relativamente salvo de enzimas normalmente o quebrariam imediatamente.

Aí, o DMT é armazenado em vasos sinápticos por até uma semana, onde espera para ser liberado em circunstâncias apropriadas.

Por que nosso cérebro seletivamente permitiria o que é classificado como uma “droga tóxica” em seu clube VIP?

Outro interessante fator a considerar é que o efeito do DMT em receptores Sig-1R.

Os receptores sigma-1 (Sig-1R) é localizado dentro das células, entre a mitocôndria o retículo plasmático como parte de um mecanismo de segurança contra stress oxidativo.

Surpreendentemente, DMT é um dos poucos endógenos estimulantes do Sig-1R, que, considerando  todos os pontos anteriores, representa um importante papel fisiológico.

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Como isso seria aplicado?

Dr. Frecska e Dr. Szabo sugerem duas aplicações críticas de DMT na moderna medicina.

Uma seria administrar DMT durante um período de morte clínica, que pode mitigar os efeitos da hipoxia e o dano em células cerebrais.

Outra aplicação seria ver o DMT sendo usado na situação polar oposta.

Um mecanismo protetor similar pode vir a ser útil no período perinatal, especialmente durante o parto. Passar pelo canal do nascimento representa altos riscos de danos cerebrais por hipoxia para o recém-nascido, portanto DMT proveniente na placenta reduziria a chance de ocorrer dano cerebral.

Ajuda de Financiamento Coletivo é Necessária

Neste ponto, Frecska e Szavo ainda estão nos primeiros estágios da pesquisa. Para continuar seu trabalho, eles precisam levantar fundos para pagar os custos de laboratório associados com seus estudos.

Como um começo, eles acabaram de lançar uma campanha no IndieGogo detalhando sua missão, na esperança de conseguir o suporte de pessoas interessadas no incrível potencial médico do DMT.

Confira a campanha deles AQUI para mais informações!

O que você acha sobre a utilização do DMT para prolongar a vida durante a morte clínica? Compartilhe conosco na sessão de comentários abaixo!

via Collective Evolution. [Tradução Autorizada: Antharez]

Ricardo Assarice​ é psicólogo (CRP 06/121742) formado pelo Mackenzie, mestrando em Ciência da Religião pela PUC/SP estudando o simbolismo das mirações ayahuasqueiras e seus efeitos na saúde. Especialista em formação em Teorias e Técnicas em Cuidados Integrativos® pela UNIFESP. Reikiano (Usui Shiki Ryoho) escritor e colunista em sites de psicologia e espiritualidade.

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